Sempre que possível, utilize concreto dosado em central. Busque usinas que tenham equipamentos recentes, com boa manutenção e bem operados. A produção na própria obra gera emissão de partículas, causa ruídos e desperdiça cimento, areia e brita. Se for necessário, tenha uma usina de concreto no local que garanta uma boa dosagem e minimize o uso de cimento.

Evite desperdícios: solicite à central apenas a quantidade necessária de concreto. Para isso, na hora de fazer o pedido, tenha em mãos informações como volume de concreto necessário (calculado a partir das medidas das fôrmas), resistência e característica desejadas, abatimento (slump), resistência à compressão (fck) ou quantidade de cimento por m³ de concreto e dimensão dos agregados graúdos (brita 0, 1 ou 2).

Evite devolver restos de concreto à central. Segundo Arcindo Vaquero y Mayor, consultor da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem (Abesc), “o retorno de 1 m³ de concreto da obra para a Central gera o tratamento de 2,3 t de material e mais de 400 l de água”.

Para diminuir as perdas, utilize uma bola (“biriba”) no final do bombeamento para limpar os resíduos de concreto que ficam na tubulação. Eles podem ser reaproveitados na própria obra.

A escolha do cimento também é importante. O concreto feito com Cimento Portland III (CP III) é o de menor impacto ambiental, pois usa resíduos da fabricação do aço em sua composição. Se possível, considere a possibilidade de usar o concreto autoadensável, que diminui o ruído causado pelos vibradores.

Os caminhões-betoneira devem aguardar para a descarga em um espaço que não atrapalhe o tráfego de outros veículos nas vias. O trajeto até o ponto de descarga deve estar limpo e o canteiro deve ser planejado para que um caminhão não atrapalhe a passagem dos outros. Com esses cuidados evitam-se atolamentos e manobras difíceis que podem atrasar a concretagem em andamento.

A descarga do concreto deve ser feita no menor tempo possível. Para isso, é importante que a obra disponha de vibradores suficientes (se o concreto não for autoadensável), tenha os equipamentos (guinchos e carrinhos) em bom estado e uma equipe operacional adequada ao volume e ao prazo de concretagem previsto.

Dependendo do estado do canteiro de obras, as rodas dos caminhões-betoneira devem ser lavadas antes que eles saiam. Isso porque a sujeira pode se espalhar pelas ruas e atingir a rede de drenagem local, contaminando os rios. Se possível, o canteiro também deve ter um sistema de reúso de água.

Quando a betoneira for esvaziada, o motorista deve lançar um pouco de água no balão para que o concreto que sobra nas paredes não endureça antes de voltar para a central, onde será feita a lavagem completa do caminhão. A água utilizada na lavagem deve ser coletada e tratada, podendo ser utilizada para a confecção de novos concretos.

Resíduos de concreto endurecidos podem ser utilizados como agregados na fabricação de concreto não estrutural.

Por Jamila Venturini

Fonte: http://equipedeobra.pini.com.br

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *

Postar Comentário